Imunizante desenvolvido em parceria com a Valneva pode ser o primeiro disponível em mais de duas décadas, apesar de resultados mistos em estudo
Uma vacina experimental contra a doença de Lyme demonstrou eficácia de cerca de 73% na prevenção de casos confirmados, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pela farmacêutica Pfizer. Desenvolvida em parceria com a Valneva, a vacina ainda passa por avaliação regulatória e pode se tornar a primeira disponível para humanos contra a infecção transmitida por carrapatos em mais de 20 anos.
O estudo de fase 3 envolveu quatro doses do imunizante. Apesar do resultado considerado clinicamente significativo, um dos critérios estatísticos principais não foi atingido, devido ao número menor de infecções observadas durante o período de testes. Mesmo assim, os pesquisadores destacam o potencial da vacina para reduzir o impacto da doença.
As empresas pretendem submeter os dados às autoridades regulatórias nos Estados Unidos e na Europa ainda este ano. Caso seja aprovada, a expectativa é que a vacina comece a ser disponibilizada a partir de 2027, segundo declarações da Valneva.
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A doença de Lyme é causada pela bactéria Borrelia burgdorferi e transmitida pela picada de carrapatos infectados. Sem tratamento adequado, pode afetar articulações, sistema nervoso e coração. Nos Estados Unidos, cerca de 476 mil pessoas são diagnosticadas e tratadas anualmente, enquanto na Europa há mais de 130 mil casos registrados por ano.
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Atualmente, não existem vacinas disponíveis para humanos contra a doença. O único imunizante já aprovado, o LYMErix, foi retirado do mercado em 2002 devido à baixa demanda e controvérsias sobre possíveis efeitos adversos, nunca comprovados cientificamente. Apesar de uma reação negativa no mercado financeiro causada pelo desempenho inconsistente em algumas análises do estudo, Pfizer e Valneva seguem confiantes no potencial da vacina como ferramenta preventiva.