HPV e o vírus da hepatite B são os maiores causadores de câncer cervical e de fígado; vacinas são os principais métodos de prevenção
A vacinação ganhou destaque como uma importante estratégia de prevenção de alguns tipos de câncer ligados a infecções virais. HPV e hepatite B estão entre os principais vírus associados ao desenvolvimento de tumores, e os imunizantes contra essas doenças podem reduzir significativamente o risco no futuro.
Segundo especialistas, o HPV está relacionado à maioria dos casos de câncer do colo do útero, além de também estar associado a tumores em outras regiões, como ânus, vulva, vagina, pênis e garganta. Já a infecção crônica pelo vírus da hepatite B pode provocar cirrose e aumentar o risco de câncer de fígado.
Um estudo brasileiro publicado em 2025 reforçou a importância da imunização contra o HPV. A pesquisa apontou que jovens vacinadas apresentaram 58% menos casos de câncer cervical e 67% menos lesões pré-cancerosas graves. Os tipos 16 e 18 do HPV, considerados de alto risco, estão relacionados a grande parte dos casos da doença.
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VACINA CONTRA HPV
No Brasil, a vacina contra o HPV faz parte do calendário do Sistema Único de Saúde (SUS). A estratégia prioriza crianças e adolescentes, justamente para ampliar a proteção antes da exposição ao vírus. Pessoas que fazem parte de grupos prioritários também podem ter acesso à vacinação em faixas etárias específicas.
A vacinação, porém, não elimina a necessidade de acompanhamento médico. O rastreamento do câncer do colo do útero continua sendo fundamental para identificar alterações antes que elas evoluam para formas mais graves. O SUS também passou a utilizar o teste de DNA-HPV como método primário de rastreamento em determinadas estratégias de prevenção.
HEPATITE B TAMBÉM PODE SER EVITADA
A vacina contra a hepatite B é considerada uma das principais formas de prevenir a infecção pelo vírus e, consequentemente, suas complicações, incluindo o câncer de fígado. A Organização Mundial da Saúde destaca que a imunização pode oferecer proteção de 98% a 100% contra a infecção pelo vírus da hepatite B.
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A recomendação é manter a vacinação em dia e combinar a imunização com outras medidas preventivas. No caso do câncer do colo do útero, por exemplo, vacinação, rastreamento e uso de preservativos fazem parte de uma estratégia mais ampla para reduzir os riscos.