Nova pesquisa publicada na revista científica European Respiratory Society mostrou que tanto cigarros eletrônicos como convencionais diminuem em 15% a capacidade física e o consumo de oxigênio no pico do exercício
Um estudo apresentado no congresso da Sociedade Respiratória Europeia concluiu que o uso de cigarros eletrônicos (vapes) compromete a capacidade física de forma semelhante ao cigarro convencional. Os pesquisadores verificaram que pessoas que utilizam vapes apresentam redução da aptidão cardiorrespiratória, menor resistência durante atividades físicas e alterações na função pulmonar comparáveis às observadas em fumantes tradicionais.
A pesquisa comparou três grupos — usuários de cigarros eletrônicos, fumantes e pessoas que nunca fumaram — durante testes de esforço. Os resultados mostraram que tanto fumantes quanto usuários de vapes tiveram desempenho inferior, atingindo a exaustão mais rapidamente e apresentando menor consumo máximo de oxigênio (VO? máximo), um dos principais indicadores da capacidade cardiovascular.
Segundo os pesquisadores, embora o vape não produza fumaça da mesma forma que o cigarro convencional, o aerossol inalado contém nicotina e outras substâncias que podem provocar inflamação das vias respiratórias, prejudicar a circulação sanguínea e reduzir a eficiência com que o organismo transporta oxigênio durante o exercício. Esses efeitos comprometem tanto atletas quanto praticantes ocasionais de atividades físicas.
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Especialistas destacam que muitas pessoas acreditam que os cigarros eletrônicos representam uma alternativa "mais saudável", mas o estudo reforça que eles também podem causar impactos importantes na saúde cardiovascular e pulmonar. Os autores afirmam que, para quem busca melhorar o condicionamento físico ou o desempenho esportivo, abandonar tanto o cigarro convencional quanto o vape é a medida mais eficaz.
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Os resultados se somam a outras pesquisas que vêm apontando riscos associados aos dispositivos eletrônicos para fumar, especialmente entre jovens. No Brasil, a comercialização dos vapes continua proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), justamente devido às incertezas sobre seus efeitos a longo prazo e aos danos já identificados à saúde.