Moraes negou que tenha voado em aviões de Daniel Vorcaro. É a terceira negação antes de o galo cantar. O Brasil é todo ouvidos para o galo
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, realizaram ao menos oito voos privados entre Brasília e São Paulo entre maio e outubro de 2025. Os trajetos chamaram atenção pelo uso de aeronaves de luxo, sendo sete deles em jatos da empresa Prime Aviation, ligada ao empresário Daniel Vorcaro, e um em um Falcon 2000 pertencente a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.
A situação ganha contornos controversos porque Viviane Barci de Moraes aumentou significativamente seu patrimônio após o escritório que dirige assinar um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, anteriormente controlado por Vorcaro. Apesar disso, o escritório afirmou que pagou pelos voos de forma independente e que nem Vorcaro nem Zettel estiveram presentes nas viagens.
Em nota, o ministro Alexandre de Moraes negou que tenha viajado em qualquer avião vinculado a Vorcaro ou Zettel, classificando as reportagens como “absolutamente falsas”. Contudo, a apuração jornalística de veículos como Folha e O Globo revelou contatos de Moraes com Vorcaro e outros representantes do setor financeiro, incluindo conversas com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sobre a venda do Master para o BRB.
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A controvérsia se estendeu a visitas pessoais. Reportagens indicaram que Moraes teria se encontrado com Vorcaro em Brasília, informação que foi confirmada por apuração independente, mesmo com o ministro negando a visita. O episódio gerou debates sobre transparência e o uso de recursos privados por autoridades públicas.
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Até o momento, o caso continua cercado de questionamentos, com divergência entre declarações oficiais e apurações jornalísticas. O episódio evidencia a tensão entre ética, transparência e a vida privada de figuras públicas em situações que envolvem grandes contratos e operações financeiras.