Romeu Zema (Novo) é entrevistado por César Tralli e Renata Vasconcellos
O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, afirmou durante entrevista à Globo que pretende adotar medidas de ajuste fiscal para reduzir a taxa básica de juros, a Selic, dos atuais 14% para 6% ao ano, caso seja eleito. Apesar da promessa, o candidato não apresentou detalhes sobre quais medidas seriam adotadas para equilibrar as contas públicas e alcançar a redução dos juros. Segundo Zema, um governo com “credibilidade”, combate à corrupção e às fraudes seria suficiente para diminuir a taxa e gerar uma economia de cerca de R$ 800 bilhões por ano.
Ao falar sobre o salário mínimo, Zema garantiu que pretende assegurar pelo menos a reposição da inflação. O candidato afirmou que nenhum aposentado ou trabalhador terá perda do poder de compra e disse que eventuais aumentos reais dependerão do desempenho da economia. Sobre a Previdência, declarou que, inicialmente, não pretende elevar a idade mínima para aposentadoria e afirmou que prefere aumentar a renda dos brasileiros a fazê-los trabalhar por mais tempo.
Na área política, Zema defendeu anistia para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. O candidato classificou os julgamentos realizados pelo Supremo Tribunal Federal como “nitidamente políticos” e disse que, caso não seja possível conceder a anistia, defenderia que os processos fossem analisados por um tribunal que, na avaliação dele, não tivesse caráter político. Zema também afirmou confiar nas urnas eletrônicas, embora considere que o sistema poderia ser aperfeiçoado com a impressão do voto.
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Na segurança pública, o candidato citou o modelo adotado pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele, como uma referência que poderia inspirar políticas brasileiras. Zema afirmou que não concorda com a suspensão de direitos promovida pelo governo salvadorenho, mas destacou a redução dos homicídios e a prisão de criminosos. Para o Brasil, defendeu medidas mais rígidas dentro da legislação. Também prometeu ampliar delegacias especializadas para mulheres, casas de acolhimento e o uso de tornozeleiras eletrônicas para monitorar agressores.
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Durante a entrevista, Zema ainda defendeu a ampliação das escolas de tempo integral, a privatização de empresas estatais e o combate a fraudes e à corrupção. Ao ser questionado sobre problemas registrados durante seu governo em Minas Gerais, incluindo investigações envolvendo corrupção e crimes ambientais, afirmou que determinou a apuração dos casos e punição dos responsáveis. O candidato também reafirmou propostas de reduzir o tamanho do Estado, endurecer o combate ao crime e promover mudanças em áreas como Previdência, relações trabalhistas e segurança pública.